Ainda o ENT não tinha começado e já a reportagem estava a ser preparada.
Cá vai o link:
http://www.canalup.pt/?menu=noticia&id_noticia=1247
Domingo, Outubro 28, 2007
Segunda-feira, Outubro 15, 2007
Há sempre alguém que nos faz lembrar os bons velhos tempos...
Há tempos, numa das minhas incursões pelo youtube, encontrei esta relíquia que já estava semi esquecida, que na altura me fez (e ainda faz) soltar uma sonora gargalhada. Agradecer desde já a Tunafe por ter disponibilizado este e outros vídeos, de algumas edições do seu Festival de Tunas.
Aqui deixo o link do vídeo em questão, para ficar guardado para a história. Divirtam-se!!
http://www.youtube.com/watch?v=Eu7tJ59fUZc
Aqui deixo o link do vídeo em questão, para ficar guardado para a história. Divirtam-se!!
http://www.youtube.com/watch?v=Eu7tJ59fUZc
Ser Tuno no século XXI...
Para os curiosos ou sedentos do que aconteceu no ENT, deixo aqui o que por mim foi dito. Trata-se apenas uma perspectiva e opinião pessoal, do que vejo a minha volta.
Se alguém quiser comentar, concordando ou discordando, é bem vindo, pois aqui não quero que vos falte nada!
Cá vai:
Ser Tuno no século XXI – Defeito ou feitio?
A actualidade do mundo das Tunas tem-se debatido com um facto que dificulta a vida e sobrevivência de uma Tuna: a sua manutenção assegurada por muitos Tunos que já terminaram o curso, em alguns casos, há muitos anos. Se por um lado é bom que ainda permaneçam na Tuna, como forma e ícone de lembrar o que é a Tuna em todos os aspectos, por outro é óbvio que não é por ter dificuldade de se desligar, mas sim por ser necessária para a Tuna não definhar.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, já dizia o ditado. No mundo das Tunas verifica-se a dificuldade expressa não só em cativar os jovens para ingressar nas Tunas, mas também conseguir que eles por lá se mantenham e se tornem Tunos, sejam mais que um “corpo presente” a ocupar espaço e tornar-se em “mais um”.
Porque o ser-se Tuno é mais que ir a meia dúzia de ensaios, vestir um traje, pegar num instrumento e seguir com “meia dúzia de camelos” para uma actuação, ir a festivais de Tunas, estar com a malta e chegar a casa as quinhentas, ou ter um fim de semana fora em que os sapatos deram cabo dos pés, mas até foi fixe.
O ser-se Tuno é um modus vivendi, há tempos, no meu blog, descrevi um pouco do que é nosso:
“O Tuno é aquela pessoa que é solidária, leva os outros a solidariedade, diverte com a sua irreverência, mas sem indelicadezas, é aquele que se expressa musicalmente, mesmo sem ter esse dom. Como o faz? Actuando. Simples, não é?Para quem não sabe, e alguns deveriam saber, a música é sempre uma forma de expressão, e foi isso que provocou o movimento tunante, para exprimir o que ia de bem e de mal, o que gostavam e não gostavam, demonstravam os seus sentimentos experenciados, musicalmente. Aos poucos foi-se expandindo para outras áreas: a transmissão da cultura musical aos seus ouvintes, daí a variedade musical expressa pelas Tunas.E através dessas músicas todas, vão apoiar instituições em dificuldades, alegrar pessoas, dar-se a conhecer, actuando nos mais diversos sítios: Hospitais, lares, festas de Natal das mais variadas instituições, Encontros e Festivais de Tunas, televisiva e radiofónicamente pra todo o mundo.”
Então o que se está a passar actualmente?
A nova geração de estudantes do Ensino Superior mostra-se desinteressada e preguiçosa. E quando chegam ao curso, e como ninguém lhes pode fazer o curso por eles, sabem que nisso sim terão que trabalhar. Até porque tudo o resto: “ se aparece sempre feito, porque terei que ser eu a fazê-lo desta vez!!!”
Se desta nova geração, não surge o interesse na história da praxe, porque se ela existe é porque é assim; no traje, porque se ele existe é porque é assim; nas Tunas porque se existem é porque sim… o que podemos nós fazer para inverter estas mentalidades e poder usufruir do seu contributo e torná-lo em Tuno? Pouco ou nada.
O facto de se voluntariar para entrar na Tuna, significa que (deveria) sabe (r) que isso implica tempo e dedicação, tal como em qualquer outra actividade extra curricular, e o que eu observei nos últimos tempos é que das duas, uma:
· Ou sabe que vai ter que dar do seu tempo escolar e pessoal para esta causa, dedicando-se, aprendendo, vivendo e torna-se um Tuno;
· Ou descobre que afinal os ensaios são mesmo ensaios, que para aprender a tocar um instrumento demora mais que uma hora e chateia-se com isso e como dá muito trabalho e “não compensa” vai-se embora.
Em consequência disto, a maior parte das Tunas pode não crescer ou manter a nível quantitativo, mas mantém ou aumenta a sua qualidade musical, pois na minha perspectiva, noto mais pessoas com conhecimentos, bases musicais que tem levado a um boom qualitativo nas performances das Tunas e com uma maior quantidade e diversidade de instrumentos e estilos musicais; ou dedica-se afincadamente a aprender a tocar um instrumento.
Em contrapartida, o facto de uma Tuna apresentar nos seus “quadros” muitos Tunos formados e com vida pessoal e profissional mais exigente, diminuem a quantidade de actividades próprias e quase únicas da existência de uma Tuna: as Serenatas, as actuações de rua, as actuações espontâneas, as rondas; cingindo-se muitas vezes a actuação marcada com muita antecedência, sejam actuações privadas, Encontros e Festivais de Tunas. E aos poucos a essência, aquele “não sei que” que torna este pequeno mundo mágico, vai-se perdendo e desvanecendo.
Sobre o Processo de Bolonha, na minha opinião pessoal, não será isso que dificultará a reciclagem das Tunas, visto que nos cursos que passam a ser 3+2 anos, penso que poucas pessoas arriscarão a se ficar pelos 3 anos, e mesmo assim, há pouco menos de uma década ainda existiam os Bacharelatos e nessa altura não era impedimento de se formar, ter e manter uma Tuna, sendo um curso de 3 anos. É mesmo uma questão de predisponibilidade social dos novos alunos do Ensino Superior."
Dix it
Se alguém quiser comentar, concordando ou discordando, é bem vindo, pois aqui não quero que vos falte nada!
Cá vai:
Ser Tuno no século XXI – Defeito ou feitio?
A actualidade do mundo das Tunas tem-se debatido com um facto que dificulta a vida e sobrevivência de uma Tuna: a sua manutenção assegurada por muitos Tunos que já terminaram o curso, em alguns casos, há muitos anos. Se por um lado é bom que ainda permaneçam na Tuna, como forma e ícone de lembrar o que é a Tuna em todos os aspectos, por outro é óbvio que não é por ter dificuldade de se desligar, mas sim por ser necessária para a Tuna não definhar.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, já dizia o ditado. No mundo das Tunas verifica-se a dificuldade expressa não só em cativar os jovens para ingressar nas Tunas, mas também conseguir que eles por lá se mantenham e se tornem Tunos, sejam mais que um “corpo presente” a ocupar espaço e tornar-se em “mais um”.
Porque o ser-se Tuno é mais que ir a meia dúzia de ensaios, vestir um traje, pegar num instrumento e seguir com “meia dúzia de camelos” para uma actuação, ir a festivais de Tunas, estar com a malta e chegar a casa as quinhentas, ou ter um fim de semana fora em que os sapatos deram cabo dos pés, mas até foi fixe.
O ser-se Tuno é um modus vivendi, há tempos, no meu blog, descrevi um pouco do que é nosso:
“O Tuno é aquela pessoa que é solidária, leva os outros a solidariedade, diverte com a sua irreverência, mas sem indelicadezas, é aquele que se expressa musicalmente, mesmo sem ter esse dom. Como o faz? Actuando. Simples, não é?Para quem não sabe, e alguns deveriam saber, a música é sempre uma forma de expressão, e foi isso que provocou o movimento tunante, para exprimir o que ia de bem e de mal, o que gostavam e não gostavam, demonstravam os seus sentimentos experenciados, musicalmente. Aos poucos foi-se expandindo para outras áreas: a transmissão da cultura musical aos seus ouvintes, daí a variedade musical expressa pelas Tunas.E através dessas músicas todas, vão apoiar instituições em dificuldades, alegrar pessoas, dar-se a conhecer, actuando nos mais diversos sítios: Hospitais, lares, festas de Natal das mais variadas instituições, Encontros e Festivais de Tunas, televisiva e radiofónicamente pra todo o mundo.”
Então o que se está a passar actualmente?
A nova geração de estudantes do Ensino Superior mostra-se desinteressada e preguiçosa. E quando chegam ao curso, e como ninguém lhes pode fazer o curso por eles, sabem que nisso sim terão que trabalhar. Até porque tudo o resto: “ se aparece sempre feito, porque terei que ser eu a fazê-lo desta vez!!!”
Se desta nova geração, não surge o interesse na história da praxe, porque se ela existe é porque é assim; no traje, porque se ele existe é porque é assim; nas Tunas porque se existem é porque sim… o que podemos nós fazer para inverter estas mentalidades e poder usufruir do seu contributo e torná-lo em Tuno? Pouco ou nada.
O facto de se voluntariar para entrar na Tuna, significa que (deveria) sabe (r) que isso implica tempo e dedicação, tal como em qualquer outra actividade extra curricular, e o que eu observei nos últimos tempos é que das duas, uma:
· Ou sabe que vai ter que dar do seu tempo escolar e pessoal para esta causa, dedicando-se, aprendendo, vivendo e torna-se um Tuno;
· Ou descobre que afinal os ensaios são mesmo ensaios, que para aprender a tocar um instrumento demora mais que uma hora e chateia-se com isso e como dá muito trabalho e “não compensa” vai-se embora.
Em consequência disto, a maior parte das Tunas pode não crescer ou manter a nível quantitativo, mas mantém ou aumenta a sua qualidade musical, pois na minha perspectiva, noto mais pessoas com conhecimentos, bases musicais que tem levado a um boom qualitativo nas performances das Tunas e com uma maior quantidade e diversidade de instrumentos e estilos musicais; ou dedica-se afincadamente a aprender a tocar um instrumento.
Em contrapartida, o facto de uma Tuna apresentar nos seus “quadros” muitos Tunos formados e com vida pessoal e profissional mais exigente, diminuem a quantidade de actividades próprias e quase únicas da existência de uma Tuna: as Serenatas, as actuações de rua, as actuações espontâneas, as rondas; cingindo-se muitas vezes a actuação marcada com muita antecedência, sejam actuações privadas, Encontros e Festivais de Tunas. E aos poucos a essência, aquele “não sei que” que torna este pequeno mundo mágico, vai-se perdendo e desvanecendo.
Sobre o Processo de Bolonha, na minha opinião pessoal, não será isso que dificultará a reciclagem das Tunas, visto que nos cursos que passam a ser 3+2 anos, penso que poucas pessoas arriscarão a se ficar pelos 3 anos, e mesmo assim, há pouco menos de uma década ainda existiam os Bacharelatos e nessa altura não era impedimento de se formar, ter e manter uma Tuna, sendo um curso de 3 anos. É mesmo uma questão de predisponibilidade social dos novos alunos do Ensino Superior."
Dix it
E lá foi mais um ENT
Pois é, desta vez a minha decisão de participar no Encontro Nacional de Tunos estava pendente até a última hora, considerando motivos financeiros, mas eis que antes do mês anterior terminar recebi um convite para ser uma das oradoras da seguinte mesa redonda: "Ser Tuno no século XXI - bloqueios, constrangimentos e oportunidades - Tuna vs Bolonha".
Não resisti e lá fui eu, sabendo que o tópico dava para tudo e para nada. Várias foram as intervenções, algumas contrárias , mas muita coisa em sintonia.
E vária foram também as mesas, conferências, debates, perguntas com resposta e outras perguntas que se vão levantando. Sempre aprendendo e partilhando o pouco que sabemos. Porque no transmitir, formar e informar, partilhar e conviver; é que está o ganho.
Referir mais uma vez que foram umas 55 horas alucinantes, alegres, de muito convívio inter Tunos, com muita curiosidade de todas as pessoas presentes, com sede de dialogar e aprender mais com novos e velhos, norte e sul, não esquecendo o centro.
Não resisti e lá fui eu, sabendo que o tópico dava para tudo e para nada. Várias foram as intervenções, algumas contrárias , mas muita coisa em sintonia.
E vária foram também as mesas, conferências, debates, perguntas com resposta e outras perguntas que se vão levantando. Sempre aprendendo e partilhando o pouco que sabemos. Porque no transmitir, formar e informar, partilhar e conviver; é que está o ganho.
Referir mais uma vez que foram umas 55 horas alucinantes, alegres, de muito convívio inter Tunos, com muita curiosidade de todas as pessoas presentes, com sede de dialogar e aprender mais com novos e velhos, norte e sul, não esquecendo o centro.
Endereço os meus parabéns e o meu muito obrigado ao comité organizador do 5º ENT - a Tusófona - Real Tuna Lusófona de Lisboa, pelo convite, entrega, espírito de sacrifício e sempre com um sorriso nos lábios. Não deixaram que nos faltasse nada. E não faltou mesmo!!!
Até um próximo ENT.
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